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| Alfredo Kaefer questiona compra de aviões franceses e novo acordo com Paraguai, sem contrapartidas |
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Matéria publicada em:
08/02/2010
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“Tudo bem. Vamos gastar aproximadamente R$ 10 bilhões para comprar da França os caças Rafale, mas qual é a contrapartida? O que os franceses comprarão do Brasil?” Esse é o questionamento que o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) vem fazendo com frequência no Congresso Nacional.
De acordo com parlamentar paranaense, o governo brasileiro já havia errado no acordo que estabeleceu novas regras para a comercialização da cota paraguaia da energia produzida por Itaipu. Pelo novo acordo o Brasil pagará US$ 240 milhões a mais ao Paraguai sem exigir contrapartidas. “No mínimo deveríamos ter exigido o fim da legalização dos carros roubados no Brasil, maior fiscalização do contrabando na fronteira e proteção aos brasileiros que produzem no país vizinho. Mas nada disso foi feito”, protesta Alfredo, que aguarda a convocação de uma audiência pública na Câmara para debater o assunto com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorin e com o presidente da Itaipu, Jorge Samek.
Ainda segundo Alfredo, esses fatos mostram que a política de relações exteriores do Brasil é tíbia e não se impõe diante de acordos internacionais, nos quais o país sempre fica em desvantagem. “Não é segredo pra ninguém que os carros roubados no Brasil são legalizados sem dificuldades no Paraguai. Também não é segredo que grande parte das drogas e armas que alimentam o crime organizado no Brasil entra pela fronteira paraguaia. E esses temas não foram sequer discutidos na negociação”, lembra o deputado.
No caso da compra dos aviões franceses, Kaefer lembra que trata-se de uma decisão política do presidente da República, que inclusive contrariou as recomendações da FAB, que preferia os aviões da Suécia, mais baratos e econômicos. “Espera-se que essa decisão se reverta em benefício à nossa economia, com a França comprando produtos brasileiros e assim impulsionando o nosso parque industrial”, enfatiza. |
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